Orquestra de Florianópolis planeja retorno aos palcos

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A sinfônica voltou a performar em única apresentação no final de 2019, após o hiato de 8 anos. As atividades tiveram que ser suspensas com o surgimento dos casos da covid-19.

Como a orquestra reúne muitos músicos e plateia grande, era inviável realizar atividades sem o registro de aglomerações. O corpo musical é composto de instrumentos que propagam ar, como clarinetes e flautas, o que torna ainda mais perigoso.

Porém, a imunização em massa possibilita o retorno aos palcos com maior segurança sanitária, se os devidos protocolos, como o uso de máscaras, de preferência PFF2, distanciamento de ao menos 1,5 metro e higienização das mãos, forem seguidos.

Nesse sentido, a Osesp (Orquestra Sinfônica de São Paulo), a Sinfônica de Berlin, de Frankfurt e muitas outras já reocuparam as principais salas de concertos do mundo.

A diretoria procura local que seja amplo e arejado para a realização dos ensaios. Já existem conversas avançadas com a Catedral Metropolitana de Florianópolis. Para que a igreja ceda seu espaço, o grupo terá que realizar ao menos três concertos gratuitos no local.

O maestro e diretor artístico, Carlos Alberto Vieira, garantiu que o repertório será diverso e percorrerá os principais movimentos da música de concerto e da popular, principalmente a brasileira.

Além disso, Carlos Alberto Vieira também revelou que os músicos, que não tocam com o grupo há mais de 2 anos, estão ansiosos para o retorno das atividades. “O pessoal está esperançoso de realizarmos os ensaios”, contou o maestro.

O grupo também deve desenvolver atividades educacionais, através da Orquestra Escola. “Nós temos muita gente jovem, crianças, que querem participar”, disse o condutor, que também é professor e estudou pedagogia musical no Japão, com Shinichi Suzuki.

A pedagoga musical e nova tesoureira da OSF, Esmeralda Fabri, expressou empolgação com o projeto.

“Educação musical transforma o ser humano. A prática de orquestra é uma célula que reflete a sociedade”, afirma Esmeralda.

“Cada um cumpre o seu papel. A criança permite escutar-se e escutar o outro. A perseverança, a calma, memória e estrutura do ser-humano são desenvolvidas com o ensino musical. Nem todos os estudantes podem tornar-se músicos, mas todos serão cidadãos”, esclarece a pedagoga.

Esmeralda também disse sentir-se feliz e honrada por fazer parte da nova diretoria e que a orquestra viva é muito importante.

“A primeira coisa que um governo autoritário faz é reprimir a cultura. A saúde mental e emocional de povos se mede com ela”, disse a professora.

“Precisamos trabalhar para o fortalecimento da arte. Ela nos cura, nos da ar. Necessitamos dela, principalmente agora, que vivemos um clima político de muita violência e ódio contra as minorias e o povo pobre”, finaliza.

Fonte: Portal ND Mais

 

 

 

 

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